Uma megaoperação policial realizada no dia 28 de outubro de 2025, nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, resultou em pelo menos 121 mortos, conforme dados oficiais do governo estadual. A ação, que mobilizou cerca de 2,5 mil agentes, teve como alvo integrantes do Comando Vermelho, principal facção criminosa da região. Segundo as autoridades, 117 dos mortos seriam suspeitos envolvidos em atividades criminosas, e 4 policiais também foram mortos durante os confrontos.
Moradores das comunidades afirmam ter encontrado mais de 70 corpos em áreas de mata, cenário que não está completamente refletido nos números oficiais, o que levanta questionamentos sobre a real dimensão da operação. A ação provocou lockdown em diversos pontos, com o fechamento de escolas, comércio e vias públicas, além de causar medo intenso entre a população local.
A repercussão política nas redes e parlamento foi intensa e polarizada. Representantes da direita apoiaram a operação, argumentando que a ação foi necessária para o enfrentamento ao crime organizado e garantia da segurança pública. Algumas lideranças defenderam a autoridade policial e o governo estadual, apontando a necessidade de medidas firmes contra facções criminosas que atuam no Rio de Janeiro.
Em contrapartida, setores da esquerda criticaram a operação por sua alta letalidade e denunciaram possíveis abusos e violações de direitos humanos. Parlamentares, movimentos sociais e organizações de direitos humanos manifestaram preocupação com o que classificam como episódio de violência estatal excessiva, pedindo investigação rigorosa, transparência e responsabilização dos envolvidos.
A Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal anunciou a abertura de investigação para apurar as circunstâncias das mortes e o elevado número de vítimas. O governo do estado defende que a operação foi legítima e que os mortos eram, em sua maioria, criminosos armados, negando que se trate de uma chacina.
Esta megaoperação configura-se como a mais letal em 15 anos no Rio de Janeiro e uma das de maior letalidade na história do Brasil, superando casos como os episódios do Carandiru e Jacarezinho. Os desdobramentos continuam a ser acompanhados pelas autoridades e pela sociedade civil.
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